Há dias e dias…

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“Há dias tão grandes que parecem um mês inteiro. Há dias que passam num abrir e fechar de olhos. Há dias para esquecer. Há dias para lembrar. Há dias simples. Há dias, meu deus, que são uma confusão. Há dias silenciosos, metidos nos seus botões. Há dias que dão vontade de falar. Há dias cheios e dias em cheio. Há dias quase vazios. E dias que mudam as nossas vidas. Há dias em que só pensamos no futuro. E dias em que temos saudades de quase tudo. Há dias com grandes manhãs. E dias que se prolongam pela noite dentro. Há dias ensonados. Nublados como sonhos. Há dias reais. Dias irreais. Há dias cheios de amigos. E outros mais sozinhos. Há dias em que chove a cântaros. Há dias em que perdemos a chave. E dias em que perdemos o autocarro. Há dias em que o rei faz anos. Há dias de greve. De trânsito e engarrafamentos. Há dias de eleições e de novos governos. Há dias sem carros. Há dias da mãe, do pai e da criança. Dias da música, da água e da dança. Há dias em que perdemos a esperança. Há dias em que cruzamos os braços. E dias em que arregaçamos as mangas. Há dias em que ninguém nos cala. Há dias em que nos apetecia mandar nisto tudo! Há dias em que temos vontade de partir. E dias em que temos vontade de voltar. Há dias coloridos e dias a preto e branco. Há dias negros (verdadeiramente maus). E dias azuis. Há dias trágicos. Há dias em que aprendemos uma palavra nova. E dias em que temos uma palavra mesmo debaixo da língua. Há dias em que tudo são sete cores. Os pássaros, a vizinha, o senhor do talho, as flores! Há dias bons para andar de bicicleta (e de triciclo). Há dias em que perdemos a cabeça. Há dias em que começamos tudo do princípio. Há dias que já lá vão. Há dias que nunca chegam. Há dias em que contamos os dias para as férias. Há dias em que temos orgulho do nosso país. E outros em que nos deixam muito envergonhados. Há dias de cerimónia. E outros em que nos apetece andar descalços. Há dias que passam a correr. E outros que vão andando. Há dias de sofá. Há dias em que não fazemos os trabalhos de casa… e dias em que partimos o mealheiro. Há dias que esticam. Há dias que deviam durar para sempre. Há dias em que nos apetecia mesmo dormir debaixo de uma grande árvore. Há dias em que precisamos de um café. E dias em que precisamos de um abraço. Há dias em que fazemos um amigo. Há dias em que as coisas andam para trás. E dias em que o mundo anda para a frente. Há dias que pedem uma banda sonora. E dias em que apetece cantar no duche. Há dias e dias, dias que não são dias…


… e melhores dias hão de vir.”

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