À Conversa Com Adriana Lima

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1. De onde surgiu a “Geraldina”?
O Geraldina surgiu em Março de 2014. A origem do nome da marca é um legado da minha avó materna, Geraldina.
Infelizmente foi-lhe diagnosticado o mal de Alzheimer, quando a doença surgiu afectou toda a família, ficamos devastados…
Uma das minhas tias teve a coragem de dedicar 100% do seu tempo para acompanhar a minha avó, porque a doença avançava a um ritmo avassalador.
A consequência da sua nobre atitude  foi perder-se a ela como pessoa.
Ela andava desanimada, como qualquer ser humano precisava de algum alento, e como ela sempre foi muito talentosa a nível de costura, e merecia ser valorizada dei-lhe a ideia de juntas criarmos uma marca e em simultâneo homenagear o nome da minha avó.
E assim foi, a minha tia, Helena Gonçalves,  finalmente tinha recuperado a vitalidade, pôs mãos à obra, deu asas à sua criatividade e juntamos começamos a criar alguns designs, únicos, de peças em crochê
No verão desse mesmo ano obtivemos um feedback fantástico!
As “vibes” das praias  Australianas, e o estilo “festivaleiro” da Califórnia estavam presentes,  nos nossos tops e biquínis, conseguimos de facto trazer um novo conceito “que resultou muito bem a nível nacional.
O  Verão passou e o Geraldina estagnou um pouco, a minha avó faleceu no Outono e deu-nos ainda mais força para continuar com o projecto.
Tínhamos que honrar a sua memória mais do que nunca.
Começamos à  procura de novos materiais para surpreender as/os nossos seguidores e assim foi. Até agora temos crescido imenso e tudo graças a pessoas que ainda acreditam em pequenos projectos e o mais importante, serem “handmade” e “made in: Portugal”
Podem visitar as nossas páginas tanto no Facebook, como no Instagram, digitanto “Geraldina Project”.
2. Quando descobriste o gosto pela moda?
A minha família sempre foi muito vaidosa, mas a um nível saudável, claro!
Temos literalmente todos um gostinho pela moda, de comprar coisas absurdamente baratas e de nos divertirmos a personalizar o nosso estilo.
Mas confesso que foi na minha pré-adolescência que comecei a apaixonar-me por esse mundo.
Adoro criar, conjugar, admirar o street style de pessoas aleatórias… Para mim é uma arte do quotidiano.
Não me considero superficial por adorar moda, aliás nenhuma paixão pessoal deve ser criticada.
3. Como defines o teu estilo pessoal?
Sou uma entusiasta da moda, não dito tendências, nem as sigo, a minha roupa revela pouco de mim, gosto de ser eu a usá-la e não o processo inverso.
Sou apologistas do uso peças básicas, raramente visto padrões, gosto de roupa descontraída, mas com um toque de elegância.
Não tenho um estilo fixo, não consigo premeditar o que vou vestir no dia seguinte, sou muito espontânea em relação a isso.
4. Ícones de beleza?
Em primeiro lugar a minha mãe!
Juro que ela me inspira todos os dias, ela não precisa de se inspirar em bloggers, ou revistas, ela acerta literalmente sempre.
A simplicidade dela é admirável e não passa despercebida, é incrível por dentro e por fora.

Claro que não descredibilizo outros  ícones, como Olivia Palermo, Maja Wyh , Julie Sariñana,Mimiela Shiry e Halley Elefante, que sigo sempre que posso.

5. Qual é a pior gafe de moda?
Para mim isso de gafe de moda não existe, muito sinceramente.
Cada pessoa adapta o seu estilo, ao estilo de vida que pode levar.
Não temos nenhum direito de criticar e descredibilizar uma pessoa pelo que ela veste, somos espíritos livres e temos o livre-arbítrio de decorar a nossa alma como quisermos.
6. 3 coisas intemporais que têm que estar sempre num guarda roupa feminino?
Pela minha experiência pessoal  acho que uma t-shirt branca, um blusão preto e uns jeans são a escolha mais segura de sempre e um must-have.
7. Uma tendência que não gostavas e depois seguiste.
As calças largas… Nunca tinha gostado até completar uns 16 anos.
Não achava piada nenhuma, até experimentar, depois rendi-me e mais uma vez dei razão à minha mãe e agradeci-lhe por me vestir de “hippie” durante a minha infância.
8. Porque o que é nacional é que é bom, uma marca portuguesa que adores.
Além do Geraldina Project, a Parfois, sem sombra de duvida.
Sou uma detalhista, por isso acredito que os acessórios fazem toda a diferença.
9.Tens algum sonho de consumo daqueles que só ousamos partilhar com a almofada?
Não… Nunca tive assim, um sonho de consumo.
Sonho para além disso, sonho com conquistas pessoais, conhecer o mundo…
Não será uma mala, ou uns sapatos que me vão realizar, nem fazer o meu coração disparar.
Sou apaixonada pela moda, verdade, mas mais apaixonada ainda pela vida.

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